“ Talvez ainda haja um pouco de amor pra mim, aí em você.. porém não consigo entender, por quê o esconde de mim.  Nem quem eu mais amo, co...


Talvez ainda haja um pouco de amor pra mim, aí em você.. porém não consigo entender, por quê o esconde de mim. Nem quem eu mais amo, conseguiu salvar essa minha alma, talvez porque ela seja demasiada imoral para ser salva. Estou marcada de recordações, é uma mistura de saudade com um tanto de desapego. Você me impregnou com teus vícios, sexo a hora que der vontade, cigarros e melancolia também já fazem parte desse meu dia. Musica alta e bebidas das mais fortes, e depois uma bela dor de cabeça se acomoda em mim. Não estou sendo capaz de respirar esse ar que guarda tanta lembranças do que fomos. Morremos e não compreendo por quê, nosso amor nos abandonou quando tudo parecia bem. Eu fiz algo e você pareceu não aprovar, porém você sempre foi tão oposto de mim nesse assunto. Sempre fui imatura para nunca lhe perdoar, já você pareceu sempre levar tudo na boa, perdoando meus erros, aceitando minhas frustrações. Mais uma dose de whisky por favor, preciso mergulhar nesse mar negro de más lembranças para tentar entender meu erro. Eu acho que talvez ainda haja um pouco de amor pra mim aí em você, nem que seja uma migalha, porém uma migalha que lhe incomoda, que está aí fixada no teu peito e que não lhe deixa em paz. Ao ouvir “Beatles - Ask Me Why” sei que é em mim que você ainda pensa, chora, lamenta pelo meu “não pedido de perdão”. Poderíamos sinceramente, ainda estar muito bem, gargalhando da falta de paz que tínhamos. Das nossas insônias sem fim, aonde os cigarros eram nossos companheiros da melancolia. Porém não.. escondes esse amor de mim, deixa tudo subentendido como sempre fez. Ah, como me irrita essa tua velha mania de temer a felicidade, odeio esse teu jeito velho, tão antigo que chega ter pó. Mas não posso negar que para ter outra vez essa voz rouca cantarolando “ao pé do meu ouvido” eu aguentaria todas essas manias realmente muito irritantes, mas enfim.. de que adianta eu “dar o braço à torcer” se você continua a esconder esse amor, esse tal que ainda me pertence..”
— E se ainda há amor, por quê o esconde?

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Solta o verbo meu jovem.

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